Após cinco anos, Paraná registra primeiro janeiro sem epidemia de dengue
01/02/2017 - 9h39 em Paraná

 

Um levantamento feito pela Secretaria da Saúde aponta que pela primeira vez em cinco anos o Paraná finaliza um mês de janeiro sem registrar epidemias de dengue em nenhum dos 399 municípios do Estado. A última ocorrência como esta aconteceu em 2012, quando nenhuma cidade paranaense apresentava mais que 300 casos da doença a cada 100 mil habitantes.
“Com campanhas e ações educativas, parcerias importantes, e um trabalho intenso de remoção de criadouros, entre outra ações, o Estado do Paraná enfrenta este que é um dos mais graves problemas de saúde pública do país na atualidade: a dengue”, salienta o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.
O comparativo mostra que em janeiro de 2016, por exemplo, 11 municípios do Estado já haviam declarado epidemia. No mesmo mês em 2015, eram cinco cidades em epidemia, e, em 2014, três. A superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira, salienta que mesmo com os bons números, o cuidado não pode parar.

PREVENÇÃO 

“Resultados como este mostram que estamos indo pelo caminho certo. Os dados apontam que o reforço nas ações de enfrentamento ao mosquito está fazendo a diferença no controle da dengue, mas o apoio dos paranaenses deve continuar”, fala a superintendente.
Cleide reforça que eliminar a água parada ainda é a melhor forma de combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. “Sem o criadouro, não há como o mosquito se reproduzir e isso tem impacto direto na redução do número de casos e epidemias no Estado”, afirma.

CÁLCULO 

O coordenador da Sala estadual de Situação da Dengue, Raul Bely, explica que para verificar uma situação de epidemia, levam-se em conta as confirmações de dengue no período epidemiológico atual, sempre iniciado na primeira semana de agosto.
“Para essa avaliação, consideramos o número de habitantes do município e o número de casos confirmados da doença naquela cidade. Se o valor apresentado for maior do que 300 casos a cada 100 mil habitantes, é declarada situação de epidemia na cidade”, detalha Raul.
E complementa: “Se valor for compreendido entre 100 e 300 casos por 100 mil habitantes, o município entra em situação de alerta para uma possível epidemia. E, felizmente, nenhuma das duas situações foi verificada nos últimos seis meses”, diz o coordenador.

 

FONTE: BEM PARANÁ

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